Quem Lutamos para Ser

vaijao

O Mídia Livre Vai Jão surgiu durante as manifestações de junho e julho de 2013, através da necessidade de discutir comunicação, registro e memória dos movimentos sociais atuantes na cidade de Campinas. A princípio, o coletivo chamou-se Ninjão Zinclar, em homenagem ao falecido fotógrafo militante João Zinclar, e trabalhava com diversas linguagens midiáticas tais como registros de textos, criação de cartazes, fotos, vídeos, transmissão ao vivo em software proprietário, colaboração com a divulgação através de redes sociais, entre outros.

Nessa época, uma das principais atividades do coletivo foi a cobertura de encontros do Conselho Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de Campinas, processo que colaborou com espaços de discussão, formação e produção da Comunicação enquanto um Direito Humano, apontando para necessidades concretas de acesso e empoderamento tecnológico e comunicacional nos micros, através da pauta da democratização dos meios de comunicação. No mesmo ano, dentro das conferências de Direitos Humanos, vários coletivos elegeram uma conselheira de comunicação dentro do CMDHCC (Conselho Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de Campinas).

No ano de 2014, o Ninjão Zinclar mudou o nome para Mídia Livre Vai Jão e iniciou transformações na perspectiva de suas atuações, antes propondo prioritariamente produção de registros audiovisuais em atividades organizadas pelos movimentos culturas e sociais de Campinas e região. Nesse segundo momento surgiram outras frentes de demandas, tais como a criação e organização de metodologias para gerir os acervos e torná-los acessíveis aos próprios movimentos.
Em conjunto com coletivos de comunicação parceiros que já trabalhavam com software livre e propunham suas práticas objetivando construir pontes entre os movimentos, o Mídia Livre Vai Jão vem se empoderando desse debate, percebendo as reais necessidades de formação desses grupos de resistência para que sejam autônomos em todas as etapas produtivas da comunicação.

Hoje, o Vai Jão resulta em um coletivo de mídia livre que trabalha na perspectiva de formação comunitária em rede.

Isso significa que as ações midialivristas das quais somos proponentes são resultados dessas relações de militância com outros coletivos e grupos da cidade. Essas relações proporcionam espaços de trocas que viabilizam exercícios de mídias e softwares livres, debates sobre narrativa e memória, sempre na perspectiva de construção de práticas e políticas que organizem e fortaleçam os movimentos sociais já existentes, em uma caminhada conjunta para contrapor práticas de meios hegemônicos.